APR – Análise Preliminar de Riscos - uma metodologia eficaz para a redução da probabilidade de ocorrência de desastres.

18/12/2018

 

Qual o objetivo da APR?

 

          A Análise Preliminar de Riscos (APR) tem por objetivo estudar os sistemas e processos industriais capazes de causar danos às pessoas e/ou ao meio ambiente, sejam em pontos internos ou externos às instalações, em decorrência de liberações acidentais de substâncias perigosas e/ou energia de forma descontrolada.

 

 

Quem deve participar do processo de avaliação de riscos?

 

          Todos aqueles que conhecem, estão envolvidos ou podem ser afetados por uma falha do sistema em estudo. Sendo assim, deve-se criar uma equipe multidisciplinar contendo operadores do sistema, engenheiros, técnicos, supervisores, gestores e ao menos um engenheiro de segurança.

 

 

Quais referências devem ser empregadas no desenvolvimento do estudo?

 

          Caso a APR tenha sido solicitada pelo órgão ambiental de seu estado, devem ser consultados possíveis manuais ou termos elaborados pelo órgão e a legislação estadual. Para o Rio Grande do Sul, por exemplo, pode ser citado o Manual de Análise de Riscos Industriais da FEPAM e a Lei 11520 – Código Estadual do Meio Ambiente.

          Além disso, para a completa elaboração da Análise Preliminar de Riscos, verifica-se a lei federal e as diretrizes, normas, notas técnicas da CONAMA, do Ministério do Trabalho e do Ministério do Meio Ambiente.

 

Uma dica para quem vai trabalhar com amônia: dar uma boa lida no

Guia de Recomendações sobre Amônia do Ministério do Meio Ambiente, o texto é de fácil compreensão e elucida várias dúvidas.

 

 

Antes de prosseguirmos é bom fazer algumas definições:

 

Acidente

Acontecimento não desejado ou não planejado que pode vir a resultar em danos físicos, lesões, doenças, mortes, danos ao meio ambiente, prejuízos econômicos etc.

 

Análise

Procedimento técnico baseado em uma determinada metodologia, cujos resultados podem vir a ser comparados com padrões estabelecidos.

 

Análise de Riscos

Constitui-se em um conjunto de métodos e técnicas que aplicados a uma atividade proposta ou existente, identificam e avaliam qualitativa e/ou quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população vizinha, ao meio ambiente e à própria empresa. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes, suas frequências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis consequências. Serve de base para os programas de gerenciamento de riscos.

 

Área Vulnerável

Área no entorno da atividade, na qual ambiente, população e trabalhadores encontram-se expostos aos efeitos de acidentes. A abrangência dessa área é determinada pela Análise de Vulnerabilidade.

 

Categorias de Riscos

Classificação de risco estabelecida com base na combinação da frequência esperada e da potencialidade dos danos causados por acidentes, visando a priorização das ações de controle e fiscalização.

 

 

Qual metodologia deve ser seguida?

 

          Preliminarmente à elaboração da APR, devem ser vistoriados todos os locais com o objetivo de conhecer detalhes destes e das fontes geradoras de riscos.

Como etapa seguinte, avaliam-se os procedimentos de trabalho, as instalações, as capacitações e os riscos.

Em um terceiro momento, os riscos devem ser categorizados e medidas de salvaguarda sugeridas. Após isto, é recomendado que seja feita uma análise de vulnerabilidade e, então, concluir-se sobre a segurança das instalações.

 

 

Como categorizar os riscos?

 

          Visando categorizar os diversos riscos encontrados nos sistemas analisados anteriormente, faz-se o cruzamento entre as estimativas qualitativas de severidade e de probabilidade de ocorrência de cada risco.

          Para a categorização em relação à severidade utiliza-se a seguinte tabela:

 

Tabela 1 – Categorias de severidade

 

          De forma análoga a anterior, os riscos são segmentados conforme a Tabela 2:

 

Tabela 2 – Categorias de frequência

 

          Dos resultados obtidos nas tabelas anteriores, são determinadas as categorias de cada risco.

 

Tabela 3 – Categorias de Risco

Sendo na Tabela 3:

1 – Risco Desprezível - Amarelo

2 – Risco Menor - Verde

3 – Risco Moderado - Marrom

4 – Risco Sério - Lilás

5 – Risco Crítico – Vermelho

 

A análise preliminar de riscos (APR)

 

          A APR é baseada em estudos e observações junto às instalações da empresa, entrevistas com operadores, com responsáveis pelos sistemas e a partir de dados da literatura técnica.

          Na elaboração se levantam os principais riscos identificados, as causas, os efeitos, as categorias e sugestões de medidas preventivas e/ou corretivas.

Nas tabelas a seguir, consta um exemplo simples de APR desenvolvida para dois riscos envolvendo a operação de sistemas de refrigeração por amônia.

          Salienta-se que podem existir riscos não percebidos pela equipe que participou do desenvolvimento da APR. Entretanto, sempre que identificados pela empresa, devem passar pelo processo completo de Análise Preliminar de Riscos e medidas devem ser tomadas no intuito de mitigá-los.

 

Tabela 4 - Identificação do riscos

 

 

          Com a tabela montada, faz-se a contagem das categorias na matriz de riscos e então se avalia qual estratégia será seguida para redução ou mitigação dos riscos encontrados.

 

Tabela 5 - Matriz de riscos com a contagem de todos os riscos encontrados.

 

 

 

 

E o estudo de vulnerabilidade?

 

          Dando prosseguimento à análise de riscos industriais, realiza-se o estudo de vulnerabilidade. Neste estudo são considerados e modelados os cenários mais críticos aos trabalhadores, à comunidade e ao meio ambiente. Para a modelagem quantitativa e a simulação dos cenários se faz a utilização de softwares.

 

          Como exemplo pode ser mostrada a simulação da dispersão de uma nuvem do gás tóxico (amônia) realizada por nossa empresa.

          Neste exemplo, os dados utilizados na simulação foram obtidos no Atlas Eólico do Estado do Rio Grande do Sul e nas características físicas das instalações da empresa.

 

Assim, foi selecionado como cenário crítico o seguinte:

  • Cenário A – Vazamento oriundo da quebra da tubulação inferior do reservatório de amônia; .

 

Para simular o cenário A foram consideradas as seguintes condições de contorno:

  • Temperatura do ar – 20°C;

  • Umidade relativa – 60%;

  • Velocidade do vento a 3m – 2 m/s;

  • Direção predominante do vento – Sudeste;

  • Rugosidade do ambiente – Urbana;

  • Condição atmosférica – Sem inversão térmica;

  • Maior dimensão dos reservatórios – Horizontal;

  • Diâmetro das tubulações rompidas – 12,7 mm;

  • Dimensões do reservatório de amônia – 1,0 x 4,0 m;

  • Massa contida no reservatório de amônia – 1.600 kg;

 

Então, tem-se para o Cenário A:

 

 

 

          Nas delimitações da nuvem tóxica simulada, pode-se ver em vermelho a delimitação de 654m para concentrações maiores que o IDLH (300 ppm). Ou seja, nesta distância a concentração de amônia no ar ambiente é tal que há o risco evidente de morte, ou de causar efeitos permanentes à saúde, ou de impedir um trabalhador de abandonar uma área contaminada.

 

          Assim, observa-se que a área vulnerável, neste caso, é bastante grande, exigindo que diversas medidas sejam implementadas.

 

          A Ziel Engenharia possui profissionais qualificados e legalmente habilitados para a realização da Análise Preliminar de Riscos, assim como para assessorar em todos os aspectos da Segurança do Trabalho. 

          Caso persista qualquer dúvida sobre o tema abordado entre em contato conosco: 

 

E-mail: contato@zielengenharia.com   

Telefone: (51) 3108-3577  

Whatsapp: (51) 99118-4360 

 

 

 

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